Mente sã, corpo são...
"...O
pior cárcere não é o que aprisiona o corpo, mas
o que asfixia a mente e algema a emoção. Sem liberdade,
as mulheres sufocam seu prazer. Sem sabedoria, os homens se tornam
máquinas de trabalhar...."
(Augusto
Cury)
Por que consciência corpo e mente?
Porque somos "um todo", um ser integrado, composto
por um corpo físico, mental e emocional. Ambos funcionam juntos
e para que o corpo físico sinta-se bem, ele precisa que os
demais estejam em harmonia e vice-versa. Por exemplo, se você
está com o corpo tenso, rígido, cansado, dolorido e
cheio de fadiga, a sua cabeça também tende a sentir-se
pesada e totalmente sem energia. Em termos emocionais, pode emergir
aquela famosa vontade de chorar sem motivo aparente, vem angústia,
depressão, prostração, etc. Por outro lado, se
você está preocupado, nervoso, sofrendo pressões
excessivas e com sensações e ou sentimentos de medo,
raiva, insegurança, fatalmente o corpo físico também
será afetado de alguma forma, podendo apresentar diversos sintomas,
que vão da fraqueza ao enrijecimento muscular, seguido de dores
ou, no mínimo, muito cansaço, além de sintomatologias
como dores de cabeça, enxaquecas, insônia, problemas
gástricos, falta de ar, dores nas costas, incômodos na
coluna, problemas com a vista, entre muitos outros já conhecidos
por todos nós. Não importa a origem do stress,
a verdade é que ele sempre se reflete no corpo.
Na medida em que vamos vivendo dentro de uma sociedade
e ritmo de vida repetitivo e estressante (o que, infelizmente, acontece
com a maioria das pessoas hoje em dia), o cérebro vai gravando
essa informação (tensão, stress), se condicionando
a isso e nos levando a viver de uma forma cada vez mais mecânica,
até que, sem percebermos, chegamos a um ponto crucial, que
é o momento de manifestação das doenças,
o grande sinal de alarme do corpo, de que o nosso organismo chegou
ao "ponto crítico".
É possível evitar chegar a esse ponto,
ou mesmo, tendo chegado até aí, reverter esse processo?
Sim! Pelo menos, precisamos tentar (é nossa obrigação),
aprender a ver e respeitar os nossos limites e fazer tudo para mudar
esse padrão de crenças e vícios ao qual o cérebro
foi acostumado (programado). Como Fazer? Desprogramando-o dos velhos
conceitos e reprogramando-o com novas crenças e posturas. Por
exemplo, se o cérebro está acostumado a um conceito/padrão
de tensão, você precisa ensinar a ele o conceito de leveza.
Nós temos que "convencer" o cérebro de que é
possível relaxar. E como fazemos isso? Mostrando isso a ele!
Uma pessoa, por exemplo, que passa oito horas por dia trabalhando
sentada , precisa compensar essa descompensação do corpo
com caminhadas, exercícios ritmados com respiração,
fazer exercícios para os olhos, alongar-se, receber massagens,
auto massagear-se, e , inclusive, tentar caminhar de marcha ré,
algo que parece esquisito, mas é necessário, para estimular
e fortalecer os músculos posteriores que, em função
de uma postura quase estática e repetitiva (passar o dia todo
sentado diante de um computador), vivem adormecidos. Então,
simultaneamente, à medida em que o corpo esta recebendo um
estímulo novo e portanto diferente, automaticamente ele estará
enviando mensagens novas ao cérebro, de renovação
(o que significa a quebra de padrões antigos que estavam cristalizados).
Este é um exemplo simples, entre outras inúmeras
possibilidades que necessitamos e devemos dar ao corpo; de sempre
dar "estímulos diferentes" do qual ele está acostumado,
não só para despertar partes adormecidas (em desuso),
bem como desenvolver toda força da qual ele é capaz,
força essa que geralmente desconhecemos, por não explorá-lo
o suficiente e ainda por utilizá-lo de forma inadequada (negligência,
vícios e má postura).
Em síntese, precisamos nos ater na maneira
como nos comportamos e lidamos com o nosso corpo e nossas emoções
no dia a dia e aprendermos a lidar com eles de um jeito mais amoroso
e equilibrado (sair do sedentarismo e administrar melhor o stress
e a ansiedade), para que possamos manter a nossa homeostase. Meu objetivo
portanto, é o de ajudar as pessoas descobrirem seus padrões
de tensão (físicos e emocionais) e tentar mudá-los,
através da "consciência e percepção entre
o corpo e a mente".
"...Quando
a gente muda, o mundo muda com a gente, e a gente muda o mundo com
a mudança da mente, na mudança de atitude não
há mal que não se mude nem doença sem cura, na
mudança de atitude a gente fica mais seguro, na mudança
do presente a gente molda o futuro..." (Gabriel o
pensador)
